CONTER publica orientações operacionais em Ressonância Magnética

CONTER publica orientações operacionais em Ressonância Magnética

Para garantir segurança e eficiência dos exames, profissionais da Radiologia devem seguir as diretrizes

A Ressonância Magnética (RM) é um exame que produz imagens de alta resolução para fins diagnósticos, porém sem a utilização de radiação ionizante, o que não isenta o procedimento de riscos. Com o objetivo de padronizar a atuação dos profissionais das técnicas radiológicas no processo de aquisição de imagens neste campo, o Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia (CONTER) acaba de publicar o Plano Operacional Padrão (POP) – Procedimentos e Segurança em exames de RM. O documento é voltado para técnicos e tecnólogos em Radiologia, profissionais competentes para atuar no setor, e constitui uma referência de segurança nacional para eliminação de riscos que profissionais e pacientes são expostos durante a realização destes exames.

As ameaças mais conhecidas estão associadas às potentes forças eletromagnética produzida pelos equipamentos, que transformam os aparelhos de Ressonância em um imã de grandes proporções, capaz de mover objetos, desalojar ou destruir materiais que contenham ferromagnéticos – não faltam exemplos de objetos metálicos sendo “sugados”, causando danos ao maquinário e, muitas vezes, atingido pessoas envolvidas nos procedimentos. Pode-se citar como outro potencial risco a falta de domínio sobre a propagação de radiofrequência, transformada em calor no tecido do paciente – quando o nível de aquecimento dos tecidos biológicos excede a capacidade natural de termorregulação do organismo humano, a consequências são queimaduras.

O presidente do CONTER explica que o exame de ressonância magnética é muito seguro, desde que os devidos cuidados sejam tomados. “É importante que o paciente exija ter um técnico ou um tecnólogo em Radiologia executando o procedimento. Somente um profissional com a devida formação está consciente de todas as variáveis de risco. Nossos profissionais saberão conferir os parâmetros técnicos do equipamento, avaliar o pedido do médico e o questionário de investigação, além de dar as devidas orientações e, principalmente, posicionar o paciente de forma adequada e segura. Sem total domínio de todo o processo, não se tem garantia sequer de que o exame cumprirá com o seu intuito principal, que é identificar problemas de saúde”, assevera Luciano Guedes.

Acidentes

“As medidas de segurança em RM começam desde a chegada do paciente na recepção. Antes de se fazer a ficha de atendimento, é preciso coletar dados e responder perguntas sobre questões que podem influenciar no exame”, informa Jean Miranda Ribeiro, tecnólogo em Radiologia. É de responsabilidade do profissional da Radiologia obter e analisar esses dados, conforme consta no POP.

Jean faz um alerta possíveis intercorrências em razão de tipos específicos de alongamentos de cílios, de tatuagens ou de qualquer outro procedimento em que sejam utilizados materiais ferromagnéticos. “Os alongamentos de cílios que contém o ímã magnético ou metal, por exemplo, são contraindicados, porque a presença dentro do campo magnético pode interagir e causar queimaduras e até mesmo outro tipo de acidente mais grave, principalmente se acometer na região das orbitas”, explica o tecnólogo. O especialista esclarece que problemas maiores podem ser evitados se os protocolos forem seguidos corretamente.

O Plano Operacional preconiza, ainda, o monitoramento do paciente durante o exame, protocolo também recomendado pelo Comitê de Segurança da International Society for Magnetic Resonance in Medicine (Sociedade Internacional para Ressonância Magnética na Medicina).

As orientações do CONTER foram elaboradas pelo tecnólogo Danielsen Roxo, revisadas pelas Coordenações Nacionais de Fiscalização (Conafi) e de Educação (Conae), pela Comissão Nacional de Radioproteção e Dosimetria (CNRD) e pela Câmara Técnica de Radiodiagnóstico, de onde surgiu a proposição do projeto, por meio do coordenador da frente de trabalho, TR. Richard Siqueira. As diretrizes reiteram a necessidade de se ter profissionais da Radiologia desde o pré-atendimento até o posicionamento do paciente no aparelho. Trata-se de um guia de segurança a ser seguido por técnicos e tecnólogos em Radiologia no dia a dia dos setores de RM.

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